A origem do nome Sound & Fiction
Encontrar uma denominação social para uma empresa é bem mais difícil do que inventar um nome para uma banda rock ou uma claque de futebol. Dá muito menos trabalho atribuir um nome a um filho.
A minha ideia partia, desde logo, de um pressuposto: o nome teria de fazer homenagem ao David Bowie, meu falecido, desse lá por onde desse!
Andei algum tempo a matutar e, ao fim de quinze dias, tinha uma bela lista… em branco. O nome haveria de surgir naturalmente e ponto final!
Devo dizer que pretendia algo abrangente, que de algum modo desse a entender que, para além de discos, a loja estaria acreditada para a venda de livros, t-shirts, acessórios e artigos de ficção em geral.
Lembrei-me então do grande tema "Sound & Vision", não apenas como o título de uma das suas músicas mais icónicas, mas também como uma ideia que encapsula o seu trabalho ao longo da vida: a fusão entre som (música) e imagem (identidade, visual, performance).
De repente fez-se luz e deu-se ali uma incrível revelação, um autêntico insight linguístico, por assim dizer. Vá, no fundo, foi apenas um trocadilho, mas correu bem.
E não é que S.F. são as iniciais dos meus últimos apelidos? Estava mais que decidido.
Ainda me perguntaram se eu não tinha, pelo menos, mais duas alternativas, caso este nome não fosse aceite.
“-Não, é só este. Se não passar não brinco mais!” 🙂
J.M.S.F.
